Escuta ativa
A criança é ouvida em lugar reservado, por alguém com preparo para isso. Sem confronto e sem interrogatório.

Nenhuma escola honesta promete que nunca vai acontecer nada. Onde há centenas de crianças e adolescentes convivendo, vai haver conflito, exclusão e agressão. A diferença entre as escolas está no que existe pronto para o dia em que acontecer.
Aqui isso não depende do bom senso de quem estava por perto. É o Protocolo Antibullying do Grupo A Educacional, escrito, com etapas, prazos e responsáveis, válido para as cinco escolas do grupo, mais o procedimento próprio que a direção do Colégio Concórdia descreve abaixo.
Bullying tem três marcas ao mesmo tempo: é intencional, se repete e há desequilíbrio de poder. Quando falta uma das três, é conflito. Conflito também é levado a sério e também é trabalhado, com mediação, mas o percurso é outro.
Na dúvida, a família não precisa classificar. Precisa comunicar. Quem faz a análise é a Coordenação Pedagógica.
A criança é ouvida em lugar reservado, por alguém com preparo para isso. Sem confronto e sem interrogatório.
O que se apura vira documento, com data e assinatura.
A escola lê o conjunto do que foi apurado e classifica a situação.
Proteção para quem sofreu, responsabilização para quem praticou e trabalho com a turma, porque bullying sempre acontece diante de uma plateia.
O caso não se encerra no dia da conversa.


A direção do Colégio Concórdia descreve o procedimento em dez passos, e eles respondem à pergunta que a família realmente faz: “e depois?”
Identificação da situação, por observação ou por relato de aluno, família, professor ou colaborador · escuta individual de todos os envolvidos · acompanhamento da Orientação Educacional, que conduz a mediação · registro e análise da ocorrência, com gravidade, frequência e contexto · contato com as famílias · intervenções educativas com os estudantes envolvidos · acompanhamento da convivência depois da intervenção · ações preventivas ao longo do ano, com projetos e atividades socioemocionais · atuação integrada entre professores, coordenação e Orientação Educacional · encaminhamentos específicos quando a situação exige acompanhamento individualizado ou as medidas previstas no regimento escolar.
O que a escola nunca faz
Não expõe nenhuma criança, em nenhum canal. Não trata bullying como “coisa de criança”. Não pune sem apurar. Não promove acareação. Cuida também de quem praticou, porque também está em formação. E não promete risco zero. Promete método, registro e resposta no tempo certo.

Limites aqui têm caráter educativo. Na Educação Infantil, os combinados são construídos de forma concreta: respeito, organização, cuidado com os colegas, com os espaços e com os materiais. No Ensino Fundamental I, os alunos ampliam a compreensão sobre responsabilidade e sobre as consequências das próprias atitudes. No Ensino Fundamental II e no Ensino Médio, o trabalho evolui para reflexão sobre escolhas, ética, respeito às diferenças e cidadania.
Em todas as etapas, a Orientação Educacional apoia alunos, famílias e professores na construção dessas relações.
Respeito às diferenças
O Colégio Concórdia acredita no respeito à individualidade de cada estudante e na construção de um ambiente acolhedor para todos. Na prática: acompanhamento individualizado, atenção às necessidades de cada aluno e um trabalho de convivência que trata a diferença com naturalidade.
A escola faz questão de dizer também o seguinte: histórias, diagnósticos e situações individuais de alunos não são usados como material de comunicação. É um valor vivido dentro da escola, e não um argumento de captação.

A escola não possui enfermaria nem profissional de saúde permanente em suas dependências. É melhor você saber disso pelo site do que descobrir depois.
O que existe: em situações de mal-estar, pequenos incidentes ou necessidades pontuais, a equipe presta o acolhimento inicial e entra em contato imediatamente com a família para os encaminhamentos adequados. Em urgência ou emergência, a escola aciona os serviços competentes e comunica os responsáveis.
Febre e mal-estar: A família é comunicada imediatamente para ciência e, se necessário, para buscar o aluno.
Medicação: A escola só administra medicamento mediante apresentação de receita médica e autorização da família por e-mail, com as orientações de uso.

Controle de acesso: O acesso é controlado e monitorado durante todo o período de funcionamento. Os alunos são recebidos na entrada e na saída por profissionais da equipe. Pais, responsáveis, prestadores de serviço e visitantes se identificam na recepção antes de entrar.
Retirada do aluno: Apenas pelos pais, responsáveis legais ou pessoas previamente autorizadas pela família junto à escola, com conferência das informações cadastradas e identificação quando necessário.
Monitoramento por câmeras: em praticamente todos os ambientes de circulação e convivência, com exceção dos banheiros e demais espaços que exigem privacidade. O acesso às gravações é restrito à Direção e à equipe de Tecnologia da Informação, com protocolos internos de confidencialidade e proteção de dados. As imagens são usadas apenas em situações que exijam apuração de fatos ou proteção dos alunos.
Embarque e desembarque: A escola tem área exclusiva, destinada a paradas rápidas. Quem precisar permanecer na escola estaciona em vaga apropriada, conforme disponibilidade.
Seleção e formação da equipe: O processo de contratação avalia formação acadêmica, competências técnicas, perfil profissional, experiência e alinhamento com a proposta educativa. A formação continuada é parte da cultura da escola.
Há procedimentos que a escola não divulga: Alguns protocolos de monitoramento e estratégias preventivas permanecem restritos às equipes responsáveis, porque é assim que funcionam.

A escola tem nutricionista, Carolina Nunes, responsável por planejar e supervisionar os cardápios, orientar sobre hábitos alimentares, acompanhar necessidades específicas e apoiar a equipe em segurança alimentar. A cantina é própria, operada pelas cantineiras da escola em conjunto com a nutricionista.
O lanche pode vir de casa. A escola orienta o envio de alimentos saudáveis e adequados à faixa etária, e a nutricionista orienta as famílias sempre que necessário. Não há regra que proíba industrializados; há incentivo a opções equilibradas.
Restrições e alergias
No momento da matrícula, ou sempre que necessário, a família informa restrição, alergia ou necessidade específica, com orientação médica quando aplicável. A nutricionista acompanha esses casos e orienta a equipe. Há reuniões com a família, a nutricionista e a coordenação pedagógica para alinhar cuidados e definir estratégias caso a caso.
O almoço está incluído no Período Integral. Nos cursos extras avulsos, é contratado à parte.

O ECA Digital, Lei 15.211/2025, em vigor desde março de 2026, estende ao ambiente digital a proteção integral que o Estatuto da Criança e do Adolescente já aplicava ao mundo físico. Para uma escola, isso significa que o consentimento deixa de ser genérico, a finalidade precisa ser declarada e a autorização é revogável. No Grupo A Educacional, o programa vai além do que a lei exige:
Não assinar uma autorização não afeta matrícula, rematrícula, mensalidade nem participação do aluno em nada.
